Celebra-se na quinta-feira Santa a Instituição da Eucaristia; faz-se necessário descortinar o pano de fundo desta celebração – Lava-pés – atitude de despojamento e de entrega da vida do Mestre Jesus. A cena é belíssima: uma sala, banquete, convidados amigos e seguidores, vinho, pão, ervas amargas, cordeiro... Poderíamos despertar nossa imaginação e montar a cena da Última Ceia. Jesus, os apóstolos, algumas mulheres, todos à mesa. Ritual judaico que ganha um toque todo especial de intimidade, de revelação, de expressão máxima do amor. João coloca Jesus em um profundo diálogo com os seus, tornando-se confiante e íntimo. “Na última noite de sua vida, Ele dá-se efetivamente aos discípulos (...) manifesta-se verdadeiramente como ‘amigo’, na plenitude de sua humanidade, com a ternura e mansidão que só em Jeremias encontramos imagem adequada: ‘era como cordeiro manso levado ao matadouro’ (Jr 11, 19). É o Criador que se coloca aos pés de suas criaturas, pedindo-lhes a permissão de amá-las!” (Alochio, 1989)
Gestos e sinais que falam, que anunciam uma nova proposta de vida, de organização social, de vida comum. Jesus, o Mestre da Vida, se coloca em condições de servo, de escravo, despe suas vestes, coloca um avental, abaixa-se até os pés dos seus discípulos para lavar-lhes os pés. Diante da humanidade sofrida, desprovida de qualquer privilégio, Jesus nos convida a abrir mão de nossas vestes: arrogância, prepotência, auto-suficiência, consumismo, individualismo e colocar o avental do amor, da ternura, da mansidão, do testemunho de vida, da humildade, do perdão, da acolhida, do serviço, e lavar os pés dos nossos irmãos que gritam por vida e dignidade. Atitude difícil, desafiadora. Em uma sociedade que valoriza a competitividade, o individualismo, o poder, o prazer, o descartável, onde a pessoa é vista como coisa e vale pelo que é capaz de consumir, a atitude de Jesus pode ser vista como escândalo.
Cruz para nossa geração do descartável, do imediatismo é duro de mais. Vivemos em uma sociedade onde a velocidade da informação e o avanço tecnológico ditam o ritmo da vida e das mudanças sociais. Não dá para ficar de fora deste contexto, mas é possível, mesmo vivendo em um mundo controlado pelo toque de um dedo, dominado pelo virtual, encarnar a palavra de Jesus. O convite que Ele nos faz é de estar a serviço da Vida, em todas as suas dimensões. Podemos, sim, estar imersos no mundo da tecnologia, da velocidade da informação, mas usar todos esses instrumentos como espaço para gerar vida, valorizar a pessoa humana, divulgar o bem e o amor. Porque não fazer de nossas mídias sociais um espaço de anunciar a Boa Nova apresentada por Jesus? Porque não usarmos palavras que constroem a vida, que humanizam nosso mundo violento e sedento de paz?
Jesus, ao sentar-se à mesa como seus discípulos, nos ensina a assumir o amor incondicional, o amor-serviço. É um convite a olharmos com ternura e cuidado para nosso Planeta, casa de todos nós, e termos gestos de proteção para com os recursos naturais. Não basta usá-los, é preciso preservar, ter atitude de proteção para que as futuras gerações possam usufruir o bem maior que é a vida em plenitude.
A quita-feira Santa, “é o dia, por Excelência, da Irmã de Jesus na Eucaristia. Como nos diz o artigo 5º da Constituição: ‘A providência do Pai se faz amor compassivo em Jesus, que chega ao extremo do amor na entrega da sua vida – Corpo e Sangue – expressão máxima de serviço aos homens” (Fonseca, 2011). Este dia nos faz viver a atitude do serviço e do amor incondicional para com a vida humana e a vida do Planeta Terra. Precisamos aprender uma grande lição: “enquanto não tivermos compreendido o amor com o qual Deus nos ama, haverá sempre uma espécie de mal-estar porque se trata, em primeiro lugar, de recebê-lo aos nossos pés” (Alochio, 1998 b). Só quem faz a experiência de deixar lavar seus pés, é capaz de abaixar-se diante dos irmãos e irmãs mais necessitados para lavar-lhes os pés, é capaz de proteger o Planeta Terra. É capaz de usar a comunicação, os recursos naturais, os avanços tecnológicos a serviço da VIDA.
Irmã Josenira de S. Rodrigues
Pirapora/MG
irmajosenira@santissimosacramento.com.br
Colégio Nossa Senhora do SS. Sacramento
21 de abr. de 2011
18 de abr. de 2011
Dia do Livro Infantil
"Um país se faz com homens e livros" (Monteiro Lobato)
Caixa Mágica de Surpresa
Elias José
Um livro é uma beleza É uma caixa mágica só de surpresa
Um livro parece mudo Mas nele a gente descobre tudo
Um livro tem asas longas e leves Que derrepente levam a gente longe, longe...
Um livro é parque de diversões Cheio de sonhos coloridos, cheio de doces sortidos, cheio de luzes e balões.
Com esse poema, os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental iniciaram a tarde de história e a feira do livro.
Em 18 de Abril é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil. Esta data foi escolhida por ser o aniversário de José Bento Monteiro Lobato, o primeiro autor infantil brasileiro. Antes dele, as histórias para as crianças eram traduzidas. Monteiro Lobato criou enredos que encantam os pequenos até hoje e o mais famoso deles é o Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Os alunos do 1º ano A e B, das tias Cynthia MOura e Cinthya Aranha, aprenderam a importância de se ter um bom amigo, chamado Livro.
Caixa Mágica de Surpresa
Elias José
Um livro é uma beleza É uma caixa mágica só de surpresa
Um livro parece mudo Mas nele a gente descobre tudo
Um livro tem asas longas e leves Que derrepente levam a gente longe, longe...
Um livro é parque de diversões Cheio de sonhos coloridos, cheio de doces sortidos, cheio de luzes e balões.
Com esse poema, os alunos do 1º ano do Ensino Fundamental iniciaram a tarde de história e a feira do livro.
Em 18 de Abril é comemorado o Dia Nacional do Livro Infantil. Esta data foi escolhida por ser o aniversário de José Bento Monteiro Lobato, o primeiro autor infantil brasileiro. Antes dele, as histórias para as crianças eram traduzidas. Monteiro Lobato criou enredos que encantam os pequenos até hoje e o mais famoso deles é o Sítio do Pica-Pau Amarelo.
Os alunos do 1º ano A e B, das tias Cynthia MOura e Cinthya Aranha, aprenderam a importância de se ter um bom amigo, chamado Livro.
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